quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Viçosa: “As rédeas do trânsito”, por Wagner Accioly

Deste mesmo endereço onde hoje moro, há cerca de 3 décadas passadas, vi da calçada várias boiadas passarem conduzidas por vaqueiros a cavalo, vindos do oeste seguindo pela ladeira do centenário rumo ao matadouro municipal no Sabalangá. Lembro do “mudo” “embolando”(empurrando com os pés) um botijão de Gaz e carregando outro no ombro para abastecer as residências.
 
No tempo em que a Sete-cocó perambulava pelas tranquilas ruas da cidade imperava a Barra-Circular da Monarque.
 
Aos sábados, a linha do trem no trecho onde hoje está a UPA, ficava “entupida”de cavalos. Era o quadro da feira, ali se aglomeravam os transportes. Os equinos e asininos esperavam por uma possível troca. Esperavam também pelas compras dos seus donos que lhes enchiam os caçuás.
 
O progresso veio…
 
Hoje em dia os vaqueiros andam de motocicleta, os cascos que cresciam deram lugar a pneus que se gastam, as ruas ficaram mais limpas com menos “cocô”, os varredores de rua tinham no cabo das vassouras uma peça de ferro própria pra limpar a sujeira.

Hoje a poluição é sonora; É também tóxica.
 
Milhares de motos e carros fazem uso das ruas viçosenses. Falta combustível nos 2 postos da cidade (mais 2 estão em construção).

 Sem orientação, sem sinalização, sem fiscalização, o trânsito antes pacato está a cada dia apertando o nó. Em determinados horários, algumas ruas de Viçosa congestionam mais pela falta de muita coisa do que pela quantidade de veículos.
 
Muitas crianças pilotando. Muitos sitiantes com pouca ou nenhuma noção de trânsito. Muita gente se achando porque tem um transporte. Muita velocidade. Muito barulho. Muito desrespeito. Muita falta de educação. Pouca fiscalização. Nenhuma regra.

 Todo avanço e crescimento tem que ser acompanhado a RÉDEAS curtas pra não se perder o controle. Prova é que no tempo em que os equinos tinham espaço no trânsito todos tinham mais espaço (respeito, educação).
 
Wagner Accioly
Fonte: valeagoraweb.com.br

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